Associados visitam primeira aceleradora da região oeste Valley Connection

Associados visitam primeira aceleradora da região oeste Valley Connection

Após a reunião de prestação de contas do ano, na última sexta-feira (25), associados Iguassu-IT visitaram a empresa Inside Sistemas de Toledo, que abriga a primeira aceleradora do oeste do Paraná, a Valley Connection.

Criada e projetada por empresários de vários segmentos, dentre eles associados do Iguassu-IT, o espaço visa concentrar talentos para fomentar e acelerar o desenvolvimento de ideias inovadoras que culminem em startups. O processo rígido conta com ‘incubação da ideia’, capacitação, mentorias e investimentos.

Um dos empresários criadores do projeto, Claudemir Hellmann, explica que a ideia da aceleradora surgiu pelo propósito de trazer inovação para a região fugindo do empreendedorismo tradicional.

“Uma parte do processo que nos levou a essa ideia foram as visitas a outros ecossistemas, como, por exemplo, a SAP, de São Leopoldo, o Porto Digital, em Recife, o Vale do Silício, nos Estados Unidos – berço da tecnologia mundial – e outros. Esses contatos e novas ligações nos fizeram constatar que não havia nenhuma aceleradora por aqui, um mundo totalmente paralelo à gestão e o empreendedorismo tradicional e que esta poderia ser uma ótima oportunidade.”, diz.

Claudemir conta que o Parque Tecnológico Porto Digital, hoje, tem 259 empresas que geram 1,3 bilhão de receita, o que demonstra o grande potencial das startups.

“Com a aceleradora queremos fomentar esse crescimento no oeste, que não é concorrente de ninguém, mas totalmente aberto para qualquer um que queira usar esse espaço e daqui ter ou receber. As startups têm grande cunho exponencial de crescimento que ao passar pelo processo se transformam em um negócio muito lucrativo.”

No processo as ideias incubadas passam por um filtro, são selecionadas, transformadas, é analisado o mercado, investido capital e seguem até estarem prontas.

A partir da inauguração da aceleradora, 17 de novembro, já existem investidores interessados e ideias sendo avaliadas.

“As startups valem a pena pelos resultados. O investidor-anjo sabe do alto risco, porém a capacidade de retorno é muito grande. Se eu investir 50 mil e tiver o retorno de 20 vezes esse valor, porque não investiria? Têm os riscos, mas nosso trabalho é filtrar, promover e mentorar esses negócios para que a taxa de acerto e convergência seja extremamente alta, ou seja, apostas mais certeiras de investimentos”, observa.

Ele ressalta que os grupos de investidores podem ser de qualquer parte do mundo, assim como qualquer um pode apresentar uma ideia para ser avaliada. Os investidores não são somente os que têm capital para investir, mas sim quem possa trazer uma bagagem de conhecimento, rede de contatos ou outro fator na mentoria, e podem ser de diversas áreas, como especialistas em advocacia, tributação, mercado, agroindústria e tecnologia.

Oportunidade para associados

A aceleradora tem como um dos objetivos integrar toda a região e propiciar a oportunidade de negócios altamente lucrativos. Atentos à demanda de tecnologia e na busca pela transformação do território como um polo, as empresas associadas podem ser beneficiadas.

“A grande vantagem é que empresas de tecnologia estão diretamente ligadas a esse processo de inovação, elas então podem investir ou colaborar de alguma maneira com o processo. Queremos que os associados iniciem ou ampliem a cultura de inovação aqui dentro e comecem a perceber que tipo de ferramenta e recursos possuem para colaborar em alguma parte do processo, apresentar uma ideia ou mesmo se desejarem investir.”

O empresário, associado Iguassu-IT e também um dos criadores do projeto, Sanderson Jorgensen, entende que para transformar a região em um local competitivo é preciso que todos os municípios se unam ao projeto.

“Não é apenas uma cidade que será capaz de concorrer com São Paulo, por exemplo. Precisamos de todos unidos. A meta é somar, nos tornamos maiores, unidos como oeste e este fomento está alinhado à associação Iguassu-IT. Não existia uma aceleradora até o momento e agora não pretendemos que olhem para cá e criem novas aceleradoras, mas que se utilizem deste local e aproveitem para complementar e preencher o que falta no ecossistema partindo daqui.”

Segundo Sanderson, investidores de Honduras já fizeram aplicações. “Se o time for bom, com uma ideia boa e uma boa oportunidade de mercado, não há erro. A aceleradora coloca dinheiro, conhecimento, mentoria, espaço para ficar alocado e faz a ideia crescer. As inscrições já começaram a entrar, assim como as aplicações, como de um grupo de Honduras. Os resultados logo aparecerão”, pontua.

A presença da aceleradora também permitirá a retenção de talentos, maior número de contatos e o desenvolvimento integral da região. A Valley Connection busca e tem apoio das universidades, instituições e órgãos públicos.

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